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segunda-feira, 3 de maio de 2010

A CURA DE JESUS

Há muitos associando cura somente nos casos onde o cego volta a enxergar, o coxo volta a andar, o câncer é extirpado, enfim, a eventos que acontecem de maneira sobrenatural como costumamos dizer, de maneira imediata, em um ato.

Em vários relatos de Jesus de Nazaré, podemos pressupor um envolvimento do mestre com o necessitado. Em uma cultura segregada, de pré-conceitos, de discriminação das mais horrendas, o mestre se deixava “contaminar” com as pessoas que pediam sua ajuda.

Jesus de Nazaré não dava respostas prontas para pessoas que necessitavam de ajuda, simplesmente sua atitude era de andar inclusive com os marginalizados. Não ficava por trás de uma mesa dizendo o que achava do problema que seu ouvinte estava passando, pois talvez sua solução pensada para aquele problema não fizesse sentido para os dilemas daquela pessoa, pois há situações que poderemos começar a entender quando sairmos da sala de atendimento, deixarmos um pouco a teoria em segundo plano, e partirmos para o abraço literalmente. Isto é, partirmos para o cotidiano da pessoa em questão.

Jesus por estar andando entre os problemáticos, carentes e necessitados, ele sabia o que se passava com muitos que o procuravam. Talvez nem tão somente por andar, mas por estar sempre passando por perto e não de longe. Até em momentos que seus próprios discípulos diziam para ele não dar ouvidos a um cego, Jesus parou e então concedeu atenção de maneira tal a curar aquele cego, classificado pela sociedade que vivia como alguém sem valor.

Mas Jesus era aquele que embora tendo poder e graça para com as pessoas, embora sendo o filho de Deus demonstrava sua beleza tocando nas pessoas que viviam a sua volta. Não olhava atravessado no sentido de julgamento e desprezo, mas olhava com um olhar de carinho, afeto e compaixão, diferentemente do nosso olhar que hoje muitas vezes fazemos como igreja.

Sua idéia não era separar pela classe social, mas sim de abraçar pelo simples fato de ser uma vida; sua idéia não era obedecer a paradigmas da sociedade de então, mas sim colocar o ser humano independente de quem quer que seja como prioridade no seu ministério e sua vida.

A igreja cristã, melhor, a igreja que se considera cristã precisa ser mais cristã do que nunca, pois esse nome nos remete ao senhor Jesus Cristo que curava, transformava, abençoava, incentivava, alegrava, olhava e isso tudo acontecia porque Ele decidiu amar a humanidade de maneira a se envolver, isto é, a tocar nas pessoas, tornando e tomando as dores de alguém como as suas dores. Precisamos como igreja cristã tocar naqueles que precisam de Cristo, que precisam de nós. Que ele nos ajude!!

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  ©DIEGO ARAUJO PSICANALISTA - Todos os direitos reservados.

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