ATÉ AONDE VAMOS POR DINHEIRO?
A pergunta sugere uma reflexão ética a respeito da busca da humanidade por dinheiro. Sem dinheiro, realmente, não podemos viabilizar nada em nossa vida. Simples assim.
Desde o caminhar até o morrer dependemos do dinheiro, precisamos colocar a mão no bolso, mas isso legitima atos de injustiça; de falta de honestidade e de amor ao semelhante, ao bem comum.
Atualmente, podemos contemplar as possíveis respostas à pergunta proposta. Pessoas que diante do recurso público decide usá-lo em benefício próprio, em seus ideais hodiosos. Aplicam o que deveriam administrar em seus sonhos familiares, pessoais e que não traduzem a preocupação devida com a sociedade, com o patrimônio público.
É simplesmente deplorável ver como o crime, a corrupção e a desonestidade são fatores velozes, mas a justiça por outro lado bem lenta, quase parando, uma agonia. Para sacrificar o recurso social, a velocidade é espantosa, todavia, quando cobrado o desvio do mesmo, sentimos sonolência.
Até aonde vamos por dinheiro? Uma pergunta que revela coisas vergonhosas, onde somos desafiados a protestar, torcer e orar para que homens corruptos possam responder por seus atos que deveriam ser honrosos.
Quanta falcatrua em nosso meio político! A lentidão dos processos parece que estamos tratando o crime com leveza quando na verdade os sujos estão torcendo para seus erros sejam tapados com a famosa peneira, digo famosa, pois muitos bem a conhecem.
Não é moral negociar o bem comum a título de conquistar dinheiro, fortunas e bens. Todos querem ganhar bem, comprar coisas que possam nos fazer contentes, mas a nossa real felicidade não está em burlar o outro, e sim, ser honesto e sincero, desejando as mesmas possíveis conquistas a ele.
Diante da pergunta em destaque, devemos todos os dias levantar nossas cabeças em direção a satisfação comum, à felicidade humana, ao cumprimento de nossas responsabilidades e às práticas dos valores que sustentam a dignidade do ser humano. Em suma, nós podemos ir até aonde o outro também possa, com honestidade e não com roubo. Com clareza e não com camuflagens. Que Deus nos livre da corrupção!
Pr. Diego Nunes de Araujo
08/2012

