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quinta-feira, 5 de abril de 2012

ENTRE A VIDA E A MORTE... (Deuteronômio 30, 15-20)



Desde o momento em que nascemos até a morte somos repletos de desafios, de demandas, escolhas a tomar, problemas a resolver, decepções pessoais, perdas, danos, livramentos e etc. 

O povo de Israel estava passando por um momento muito importante em sua história: mudança de liderança. Moisés estava deixando o bastão e Josué entraria em cena.

Grande situação é esta. Uma escolha é necessária neste momento. É a vida. Avançar, retroceder ou desistir. Muitas possibilidades neste contexto existiriam. Dependia somente da decisão do povo.

Entre a vida e a morte...

1º Existem escolhas a serem tomadas (vv. 15-16).

Não somos privados por Deus diante das possibilidades que existem na vida. No contexto da história de Israel, podemos testemunhar que o povo muitas vezes tomou caminhos contrários ao que Deus orientou. Em Deuteronômio 9, 6-24, temos descrito a infidelidade de Israel para com Deus.

Nos versos em questão (15-16), Moisés relata ao povo em seu discurso que diante de Deus podemos escolher a VIDA, que é o bem, ou a MORTE, que é o mal. O povo deveria escolher deliberadamente.

Não somos robôs, presos sem opção, como uma máquina comandada por alguém. Temos mente e coração e, por isso, temos vontade própria, a chamada volição. A Palavra de Deus, bem como os seus preceitos estão disponíveis a qualquer um, independente do estado, da cor, da religião, da situação financeira e etc.


2º Existem consequências das nossas escolhas (vv. 17-18).

Mais cedo ou mais tarde receberemos as consequências de nossas escolhas, quer sejam boas quer sejam más. Deus está fora do tempo, pois é Transcendente e absoluto. Nós, pelo contrário, tomamos atitudes, muitas vezes, querendo acertar, todavia, somos falhos, pecadores e carentes da bênção de Deus.

O povo iria receber a consequência dos seus atos, da sua rebeldia. Nada é destituído de reação. Tudo tem o seu preço, a sua volta, o seu retorno, a sua recompensa. Toda ação tem a sua reação. E isso se aplica muito bem nesse contexto.

Moisés chamou toda a criação (v. 19) para testemunhar a grande oportunidade de Israel de aceitar o renovo da aliança e desfrutar das bênçãos de Deus. Com Deus na direção, apesar dos muitos contratempos, a bênção sempre é constante e presente. Deus é vida e, por isso, ofereça a vida com qualidade. Optando por uma vida sem a presença de Deus, a ruína é certa, a desilusão de igual modo, e por que não dizer que a falta de sentido se torna também muito presente.


3º Existe o AMOR (vv. 16 e 20).

Colocando as palavras VIDA MORTE, podemos visualizar que existe outra palavra muito importante entre elas: AMOR. Este é o ponto principal do texto, o amor. Sem amor não há relacionamento duradouro. 
Não há consistência. Não há perseverança na caminhada.

Para que o povo continuasse a caminhar com Deus era necessário amor. Quem ama a Deus deseja obedecê-lo. O amor tem em si mesmo exigências naturais. Quem ama é fiel. Quem ama, dá valor. Moisés relembra no capítulo 29, 1-8, as proezas do Senhor Deus a favor do povo.

Nesse contexto de renovação da aliança entre Deus e o povo para possuírem a terra, prometida a Abraão, Isaque e Jacó, a única resposta legítima que o povo deveria dar a Deus é amá-lo sobre todas as coisas. Muitas lutas experimentaram, dentre essas, mortes foram bem presentes. Agora, a nova geração deveria ter gratidão pela bondade de Deus e Sua fidelidade.


Para concluir...

Entre a vida e a morte acontecem muitas coisas conosco. Somos desafiados todos os dias. Renove sua aliança de fé com Deus. Encare esse desafio!

O Amor a Deus é a resposta de quem é grato. O povo precisava dar uma resposta de amor a Deus. Eu e você também precisamos. Ente a vida e a morte existe amor!




Pr. Diego Nunes de Araujo
04/2012

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