ENTRE A VIDA E A MORTE... (Deuteronômio 30, 15-20)
Desde o momento em que nascemos até a morte somos repletos de desafios, de demandas, escolhas a tomar, problemas a resolver, decepções pessoais, perdas, danos, livramentos e etc.
O povo de Israel estava passando por um momento muito importante em sua história: mudança de liderança. Moisés
estava deixando o bastão e Josué entraria em cena.
Grande situação é esta. Uma escolha é necessária neste momento. É a vida.
Avançar, retroceder ou desistir. Muitas possibilidades neste contexto existiriam.
Dependia somente da decisão do povo.
Entre
a vida e a morte...
1º
Existem escolhas a serem tomadas (vv. 15-16).
Não somos privados por Deus diante das possibilidades que existem na vida. No
contexto da história de Israel, podemos testemunhar que o povo muitas vezes
tomou caminhos contrários ao que Deus orientou. Em Deuteronômio 9, 6-24, temos
descrito a infidelidade de Israel para com Deus.
Nos versos em questão (15-16), Moisés relata ao povo em seu discurso que diante
de Deus podemos escolher a VIDA, que é o bem, ou a MORTE, que é o mal. O povo
deveria escolher deliberadamente.
Não somos robôs, presos sem opção, como uma máquina comandada por alguém. Temos
mente e coração e, por isso, temos vontade própria, a chamada volição. A
Palavra de Deus, bem como os seus preceitos estão disponíveis a qualquer um,
independente do estado, da cor, da religião, da situação financeira e etc.
2º
Existem consequências das nossas escolhas (vv. 17-18).
Mais cedo ou mais tarde receberemos as consequências de nossas escolhas, quer
sejam boas quer sejam más. Deus está fora do tempo, pois é Transcendente e
absoluto. Nós, pelo contrário, tomamos atitudes, muitas vezes, querendo
acertar, todavia, somos falhos, pecadores e carentes da bênção de Deus.
O povo iria receber a consequência dos seus atos, da sua rebeldia. Nada é
destituído de reação. Tudo tem o seu preço, a sua volta, o seu retorno, a sua
recompensa. Toda ação tem a sua reação. E isso se aplica muito bem nesse
contexto.
Moisés chamou toda a criação (v. 19) para testemunhar a grande oportunidade de
Israel de aceitar o renovo da aliança e desfrutar das bênçãos de Deus. Com Deus na
direção, apesar dos muitos contratempos, a bênção sempre é constante e
presente. Deus é vida e, por isso, ofereça a vida com qualidade. Optando por
uma vida sem a presença de Deus, a ruína é certa, a desilusão de igual modo, e
por que não dizer que a falta de sentido se torna também muito presente.
3º
Existe o AMOR (vv. 16 e 20).
Colocando as palavras VIDA MORTE, podemos visualizar que existe outra palavra
muito importante entre elas: AMOR. Este é o ponto principal do texto, o amor.
Sem amor não há relacionamento duradouro.
Não há consistência. Não há
perseverança na caminhada.
Para que o povo continuasse a caminhar com Deus era necessário amor. Quem ama a
Deus deseja obedecê-lo. O amor tem em si mesmo exigências naturais. Quem ama é
fiel. Quem ama, dá valor. Moisés relembra no capítulo 29, 1-8, as proezas do
Senhor Deus a favor do povo.
Nesse contexto de renovação da aliança entre Deus e o povo para possuírem a
terra, prometida a Abraão, Isaque e Jacó, a única resposta legítima que o povo
deveria dar a Deus é amá-lo sobre todas as coisas. Muitas lutas experimentaram,
dentre essas, mortes foram bem presentes. Agora, a nova geração deveria ter
gratidão pela bondade de Deus e Sua fidelidade.
Para concluir...
Entre a vida e a morte acontecem muitas coisas conosco. Somos desafiados todos
os dias. Renove sua aliança de fé com Deus. Encare esse desafio!
O Amor a Deus é a resposta de quem é grato. O povo precisava dar uma resposta
de amor a Deus. Eu e você também precisamos. Ente a vida e a morte existe amor!
Pr. Diego Nunes de Araujo
04/2012
Pr. Diego Nunes de Araujo
04/2012

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