Deus nas mãos dos "profetas"!
O poder é almejado pelos "profetas" levantados, onde o que eles falam é o próprio Deus falando; a santidade falsa é praticada pelos charlatões soltos pelos púlpitos por aí. É triste ver os "profetas" falando, desculpem, vomitando; porque quantas coisas abjetas estão sendo faladas como se fossem o próprio Deus falando. Que infelicidade saber que os "profetas" não querem saber de sentar quatro anos numa faculdade de Teologia, onde se abra diálogos com as ciências humanas. Não querem estudar, por isso se acham porta-vozes de Deus.
Neste contexto, choro por tantos erros epistemológicos, tantas interpretações tendeciosas da Bíblia, tantas leiuras históricas não-críticas (como a História do Cristianismo por exemplo), enfim.
Tentei enumerar alguns equívocos passado por trás dos púlpitos repetidas vezes.
Para começar o discurso que se ouve, é que "Deus vai fazer"; que "Deus vai mudar a situação"; que "Deus vai curar", enfim são coisas desse tipo que escutamos que só serve para manchar a imagem das igrejas sérias. Esse é o primeiro erro para mim, onde se tem a pretensão de determinar o que Deus faz e não faz. A cultura brasileira é por demais mística - quando se fala de Deus, e muitas vezes de algo assim transcedental, sobrenatural, ela se apega não enxergando a realidade com é. Também recebendo um discurso, onde Deus vai fazer e dar, mudar e curar, é óbvio vou continuar aqui, pensa o piedoso.
Outro equívoco, é os discursos de julgamento de valores, onde o "profeta diz o que é de Deus ou não". Há muitas discursos moralistas por aí, onde os mesmos sequer sabem o que estão falando. Se converteu ontem, e já está pregando, falando, dando palestras, e não tem o mínimo conheciemnto teológico, filosófico, histórico...que muitas vezes nos ensinará outros horizontes que apenas irão ajudar.
É uma problemática infindável essa questão do que seja de Deus ou não. A própria bíblia em um determinado relato, nos ensina a vender o que temos e dar aos pobres, estamos fazendo isso. O importante é falarmos verdades; e é uma verdade o fato que temos que decidir qual critério usaremos para decidir o que é Deus, ou de Deus. É uma questão que dar dor de cabeça sim, mas é preciso refletir antes, e depois sim decidirmos o que é Deus ou dele. Para mim é quase impossível, mas começaremos a melhorar quando os proclamadores da "verdade" colocar suas palavras como hipóteses de uma compreensão do divino-sagrado.(Mas não querem assim, porque assim perderão o poder, isso não pode né, rs).
Prosseguindo em nossa reflexão, um outro equívoco que reparo, é o de um Deus vingador, perverso, maldoso que os "profetas" estão pintando com seus discursos alienadores. Querem a massa, o povo, a multidão para os seus arredores, então criam um Deus que vai matar, destruir, se vingar se você não der, cumprir, fazer e etc.
Nesse momento a religião se torna manipulação, onde as pessoas se sentem olhadas, vigiadas, controladas, e que a qualquer momento podem ser amaldiçoadas por Deus. Neste momento também, podemos concordar com o filósofo Karl Marx, quando diz que " a religião é o ópio do povo.
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Infelizmente os "profetas" ainda continuam ensinando; continuam criando outros "profetas"; continuam enganando os outros com suas interpretações despresíveis, enfim...
Não para por aqui o meu combate aos equívocos epistemológico-teológicos. Continuo a combater às falas abjetas, mesmo que os "profetas" não desistam de proferir suas "profetadas".
Diego Nunes de Araujo
22/04/08
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