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terça-feira, 19 de agosto de 2008

A mulher adúltera


A mulher adúltera é um texto muito curioso das sagradas escrituras(Bíblia). Não quero falar da sua aplicação, discussão e relevância teológica, mas sim de uma história em si, que chama muito a nossa atenção. Se é ou não uma história verdadeira também não me importa, o que me importará aqui é: contar como o amor se apresenta e o que ele faz!

A vontade de fazer o bem sem olhar a quem, enfrentando oposição, dificuldades, barreiras e etc. Estas coisas e muitas outras acontecem da maioria das vezes quando nos propomos a ajudar, amar, acolher, esquentar, alimentar, dar, servir, limpar, socorrer, acalentar. Nesta história não foi diferente, nunca será fácil demonstrar amor, mas algumas pessoas conseguem...

Há muito tempo, uma grande festa terminara, a Festa dos Tabernáculos, mas Jesus aproveitou a oportunidade para pregar-ensinar suas doutrinas no templo(Evangelho de Lucas 21, 37). No decorrer da festa, correu-se a notícia que Jesus não só estaria dentro do templo, mas também no pátio, onde se encontrava a tesouraria e as mulheres(Evangelho de João 8, 20). Sabendo disso, os escribas e fariseus sabiam onde ele estaria, portanto, não perderam tempo para tramarem contra o nosso protagonista.

Jesus então está ensinando em uma roda, falando de suas verdades, pregando sua doutrina, quando de repente, jogam e empurram uma mulher no meio da roda de maneira abrupta, onde o mestre estava com as pessoas.

Neste momento, indagaram a Jesus: “Esta mulher foi pega em flagrante delito de adultério. Na lei, Moisés manda apedrejá-las. E tu que dizes?” Esta foi a indagação que Jesus estava recebendo. É claro e evidente que os Judeus queriam deixá-lo sem reposta, pois se ele respondesse que a mulher deveria ser apedrejada, perderia completamente sua reputação de amigo dos publicanos e pecadores. Sem dúvidas, o povo abandonaria sua mensagem de perdão, amor e salvação. Por outro lado, se respondesse que a mulher não deveria ser apedrejada, estaria deturpando a lei e poderia ser preso.

O que Jesus respondeu? O que você responderia? Apedrejaria a mulher pecadora ou libertaria a mulher adúltera?

O nosso ator, representando o amor, não ousou julgar a mulher, certamente ele queria amostrar para os juízes a forma desumana com que trataram a mesma. O mestre então, ouvindo as acusações, escreve no chão da terra do templo. Não sabemos o que escrevia, ou, se realmente escrevia alguma coisa.

Se estivesse de fato escrevendo: estaria Jesus escrevendo os pecados dos acusadores?; estaria Jesus explicando sobre a lei de Moisés, que usaram como fundamento?; estaria só fazendo desenhos sem sentido?

Minutos após, Jesus pára de escrever no chão, e pergunta: Aquele que dentre vós nunca pecou, atire-lhe a primeira pedra? E agora? Como vamos acusar esta mulher? Qual será nossa desculpa? Talvez fosse esses, o pensamento dos acusadores mediante à pergunta de Jesus.
Se todos que ali estavam, tivesse pego pedras, após a pergunta de Jesus soltaram-nas. E para encerrar, todos começaram a sair, sair, sair...até ficar apenas Jesus e a mulher.

Então nosso representante do amor, pergunta surpreendido a mulher: Cade aqueles teus acusadores? Onde estão mulher? Para onde foram, porque foram embora? Ninguém, exatamente ninguém ficou para te condenar? A mulher sem muito acreditar, imagino, responde: Não, não ficou ninguém para me condenar, todos se foram, sumiram todos, ninguém senhor quer me condenar...

Jesus, então diz: Mulher se eles não te condenam, tampouco eu, te condenarei. Portanto, pode ir para tua casa viver sua vida, mas cuidado, muito cuidado, para não errar!!!!

Diego Nunes de Araujo

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