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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Casamento ou Interesse? Que saudades dos tempos que não vivi...

“Prometo amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza...”



As palavras excelsas que acima foram declamadas são parte de uma promessa que todo casal se compromete no dia do seu enlace matrimonial. Não sei o que aconteceu. Na verdade, acredito que sei o que aconteceu com o pensamento que as pessoas estão fomentando e defendendo acerca do casamento ou, o que aconteceu com propriamente dito com os casamentos.

Minha indagação se dá pelo fato de presenciar de maneira quantitativa e repetida as pessoas que se afundaram numa concepção de casamento de não entregar-se totalmente ao seu cônjuge e futuro acompanhante para toda vida. Minha indagação é o porquê da falta de amor a ponto de não compartilhar tudo com o seu cônjuge? O que tem feito pessoas esfriarem seus sentimentos esfriarem , e deixarem mais os bens falarem, e não o próprio sentimento de amor e de confiança durante a vida?

Em outros tempos, nos tempos que não voltam mais, nos tempos de meus bisavós, o casamento era o momento de confiar tudo, de compartilhamento total de bens, de entrega total, de confiança total e algumas particularidades a mais. Mas o que me leva a inquietar-me é a causa dessa diferença.

Pensando então sobre essas causas...Talvez a dificuldade de se conseguir uma formação escolar ou acadêmica sejam um dos motivos que levam muitos à disputa desde muito cedo. E após a conquista de qualquer tipo de disputa, o sentimento de orgulho pessoal faz com que se amem mais, esquecendo até do próximo que muitas vezes é o cônjuge, ou, o futuro cônjuge.

A dificuldade de conquistar os meios para se viver, tais como: o dinheiro, casa, roupas, alimentos, bem-estar social, saúde, enfim, tem sido ou feito com que muitas pessoas estejam se oferecendo à outras apenas de corpo e não de alma e coração. É só pelo dinheiro, pela posição social, pelo salário e fama, mas não de forma integral, de forma respeitosa e fiel.

Um outro motivo, poderia ser o maus exemplos e péssimos testemunhos que temos visto por outras pessoas, apresentados muito vezes em novelas, filmes e em outros meios de comunicação. Estes testemunhos causam efeito negativo há muitos, fazendo com que milhares de pessoas sejam também impactadas por esses tipos de comportamentos.

Um terceiro motivo, seria a falta de vergonha e brilho realmente. Não é sempre que devemos agir, de forma resumida, genérica e simplória. Mas, nesse caso, entendo que não podemos agir de outra maneira. Em muitas ocasiões realmente a falta de vergonha e de decoro impera, ganha e reina em muitas vidas. Não podemos tapar o sol com a peneira, devemos enxergar quando estamos atacando a ordem e instituição mais importante da sociedade, que é a família.

Não é só a falta de amor entre casados e seus relacionamentos, mas também, a falta de amor próprio. Quando amo, quero ser amado, e talvez sinto-me constrangido pelo amor do outro, levando-me logo a amá-lo de igual modo. Quando então não nos amamos, deixamos de amar verdadeiramente ao outro, pois o que não vejo e sinto por mim, como poderei sentir pelo outro. Só posso amar o que está diante de mim, diante da minha existência. A falta amor por mim é um motivo considerável para eu não enxergar o valor do outro e a necessidade dele.

Quais são as causas para tantas mudanças no tocante aos relacionamentos? Responda você mesmo! Precisar seria impossível, pois são muitas causas, acontecimentos, motivos que resultaram em muita falta de amor e compromisso.

Que saudades, muitas saudades, tenho dos tempos antigos, neles não vivi, mas, se tivesse vivido seria um dos homens mais felizes do mundo de então. Mesmo que esses tempos não voltem, a esperança no meu coração é que vale. Construirei o meu relacionamento, tendo como fundamento, a minha entrega e confiança total, pois o amor que está dentro do meu peito é que faz ter a coragem que muitos tiveram em tempos passados.

Já que anos e tempos sinceros não voltam, a única coisa que posso fazer é sentir muitas saudades, e fazer de meu presente tempo, no que depender de mim, um pedaço desses anos se realizar no meu relacionamento. Saudosista, eu? Talvez NÃO; Conservador de muitos valores? Com certeza, SIM!!!

Diego Nunes de Araujo
02/01/2009

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