DEUS EXISTE?
- argumentos teístas e antiteístas –
Quantos estudantes e quantas pessoas já se viram fazendo esta pergunta? Esta pergunta é uma pergunta existencial, isto é, que está de certa forma ligada à existência de todos nós seres humanos.
Para responder esta proposição é preciso partir do pressuposto da fé. Não há como acreditar em Deus, ou em algo que foge as nossas estruturas, sem termos fé. Portanto, a fé é incondicional ao ser humano. Toda pessoa nasce com fé, e com a pré-disposição a acreditar em alguma coisa. Não podemos conceber a existência dos seres humanos sem antes perguntarmos: qual é a tua fé? Onde ela está; ou, em quem? Estas e outras perguntas se dizem respeito ao bojo da temática da crença e a fé.
Mas, para de fato respondermos esta pergunta, apresentarei aqui alguns argumentos teístas e antiteístas, isto é, argumentos que afirmam a existência de Deus; e os argumentos que negam a existência de Deus.
Primeiramente, começaremos com a expressão Teísmo. Esta expressão significa uma crença em Deus, todavia, ela não se torna exclusividade do cristianismo, no entanto, o cristianismo é um sistema teísta. Ele crê em um Deus.
Falando então dos argumentos chamados teístas, começaremos pelo argumento ontológico. Este argumento fora apresentado por Anselmo de Cantuária, onde esboçava que o homem tem a idéia de um ser absolutamente perfeito, que a existência é atributo da perfeição e que, portanto, um ser absolutamente perfeito tem de existir. Mas, é importante também salientar, que embora tenhamos a idéia subjetiva de Deus, isso não prova sua existência objetiva, pois Deus é alvo da mente humana, da humanidade em geral. Esse fato que anela pela existência e presença de Deus é forte devido ao próprio conteúdo do argumento, mas, só acreditaremos mesmo em Deus se tivermos fé. Para todo argumento bom, necessário se faz antes de tudo, de uma fé muita boa!
Um segundo argumento, seria o cosmológico. Este argumento demonstra que cada coisa existente no mundo tem de ter uma causa adequada; sendo assim, o universo também tem de ter uma causa adequada, isto é, uma causa indefinidamente grande.
Esse argumento quer salientar que existe uma causa que é a mola para tudo o que existe e aparece. Esta causa se chama in-causada. Isto é, que se torna o motivo para tudo, mas que existe sem motivo algum – é eterno.
Quando um ateu que negar, através de seus postulados, a existência de Deus, ele apriori também eleva a matéria, pois com este ato está dizendo que a matéria é auto-existente. E todos sabem que a matéria é a soma de muitas partículas, isto é, a soma de várias partículas auto-existentes.
Isso é improvável quando é aceita a idéia que não teve um criador, uma força inicial, uma causa sem causa. Estas e as demais coisas que conhecemos, apenas fazem sentido quando acreditamos na existência de Deus. Somente a algo, menos ao homem, está residido a força criadora de tudo e todos – objetos, pessoas, animais e a natureza.
Um terceiro argumento teísta, seria o teleológico. Ele afirma o seguinte: em toda parte o mundo revela inteligência, ordem, harmonia e propósito, e assim implica a existência de um ser inteligente e com propósito, apropriado para a produção de um mundo como este.
Este argumento revela um arquiteto, possui grande semelhança com a letra G da maçonaria, onde representa o grande arquiteto do universo. Em suma, a exposição deste postulado um arquiteto que modela o mundo e tudo nele inserido. Há uma mente por trás de tudo, por isso, teleologia significa: (1) “a doutrina dos fins ou o propósito racional”.
Um outro argumento e último sobre a existência de Deus, seria o antropológico. Dentro de sua nomenclatura, ele podia ser caracterizado como argumento filosófico e/ou moral, pois se trata, propriamente dito, do homem em sua busca de Deus e por Deus.
Este argumento salienta que o que há de ausência no homem podem ser encontradas em Deus. Deus é, portanto, a completude do projeto chamado ser humano. Esta união se completa e se ajusta perfeitamente.
O argumento antropológico seria como falamos, a junção dos dois argumentos citados: o cosmológico e o teleológico. Ele confirma de certa forma os dois argumentos, é uma indicação adicionada e assegurada, sugere os elementos do intelecto, sensibilidade e vontade na Primeira causa; e o aspecto moral da consciência no homem declara seu criador como atuante através da santidade, justiça, bondade e verdade.
Estes são os principais e mais citados argumentos a respeito da existência de Deus. Podemos encontrá-los em outros livros, essa e outras teses que corroboram para uma afirmação da existência de Deus, deste Ser Divino.
Analisaremos, portanto, daqui por diante os argumentos antiteístas – argumentos que negam a existência de Deus.
O primeiro que será aqui relatado, é o evolucionismo. O Dr. Leander Keyser escreve: “Em geral, a evolução é a teoria de que o cosmos desenvolve-se desde o material bruto e homogêneo até seu estado o presente heterogêneo e avançado por meio de forças residentes”. (2).
Existem dois tipos de evolucionismo: o teísta e o ateísta. O teísta afirma a existência de Deus dizendo que Ele é o criador das matérias originais. O ateísta rejeita Deus e sua pessoa, negando sua obra na criação, e afirma que a matéria é eterna ou que se auto desenvolve.
Vejamos que até o evolucionismo, que é posto como o contraponto do criacionismo, já pode ser visto com duas correntes, isto é, já pode ser visto dividido.
Um outro argumento antiteísta, seria o politeísmo. Ele afirma sua crença em vários deuses. Este argumento, por sua vez, é a negação de Deus, como sendo criador e sustentador do universo, a força, a causa, a mola que impulsiona todos, mas que por ninguém é impulsionado.
Um terceiro argumento seria o deísmo. Ele afirma que Deus é pessoal, infinito, criador, santo, mas que propositalmente Ele abandonou a sua criação quando teve o seu intento completo; afirma que a criação é auto-sustentável, mas que esse Deus proporcionaria as próprias forças residentes em si. Deus não é imanente na criação, mas é transcendente.
Essa teoria nega as escrituras sagradas como palavra de Deus, e que também Deus trabalha desde a fundação do mundo e a criação do ser humano. O deísmo seria, em suma, um Deus ausente, sentado e sempre inativo desde o primeiro sábado, que fica de lado de fora do universo, a fim de contemplar as coisas que vão acontecendo.
Por último como argumento antiteísta, podemos citar o positivismo, que foi a filosofia criada e elaborada por Augusto Comte. (1798-1857), que é baseada na suposição de que o conhecimento do homem é restrito aos fenômenos. A esse conhecimento o homem pode conhecer somente em partes. Por se expor dessa maneira, a filosofia nega a filosofia apresenta uma negação da metafísica, isto é, do(s) argumento(s) que afirma(m) a existência (ou não) de um Deus ou de deuses.
Palavras Finais.
Precisamos de mais tempo para abordar estes assuntos e/ou argumentos sobre a existência ou não de Deus. Estudos e temas como estes, filosóficos, geram muitas discussões. Portanto, se formos estudar esta temática, se torna importante nos decidirmos enquanto seres humanos. É necessário se posicionar para quando no contexto desses assuntos, termos informações para enriquecer, e não sairmos prejudicados e abalados.
Estudar a existência de Deus é antes e sobre tudo tirar (ou colocar) outro fundamento nossa existência. Definir esta problemática e antes estudar sobre nós mesmos, sobre nossa vida, sobre nossa razão de ser.
Em suma, faço das minhas palavras, as palavras do escritor e poeta Rubem Alves o contador de estórias – que desabafa “Deus existe? (...) Não sei, não sei. Mas, desejo ardentemente que assim seja, e me lanço inteiramente, porque é mais belo o risco ao lado da esperança que a certeza ao lado de um universo frio e sem sentido” (3).
Deus existe? Responda você mesmo, e seja feliz com a resposta!
Referências Bibliográficas
(1)Esta citação encontra-se no livro Teologia Sistemática do Lewis Chafer.
(2)Idem a 1.
(3)Esta citação pode ser encontrada no livro O que é Religião? do Rubem Alves, como já mencionei anteriormente.
Diego Nunes de Araujo
02/05/2009
Quantos estudantes e quantas pessoas já se viram fazendo esta pergunta? Esta pergunta é uma pergunta existencial, isto é, que está de certa forma ligada à existência de todos nós seres humanos.
Para responder esta proposição é preciso partir do pressuposto da fé. Não há como acreditar em Deus, ou em algo que foge as nossas estruturas, sem termos fé. Portanto, a fé é incondicional ao ser humano. Toda pessoa nasce com fé, e com a pré-disposição a acreditar em alguma coisa. Não podemos conceber a existência dos seres humanos sem antes perguntarmos: qual é a tua fé? Onde ela está; ou, em quem? Estas e outras perguntas se dizem respeito ao bojo da temática da crença e a fé.
Mas, para de fato respondermos esta pergunta, apresentarei aqui alguns argumentos teístas e antiteístas, isto é, argumentos que afirmam a existência de Deus; e os argumentos que negam a existência de Deus.
Primeiramente, começaremos com a expressão Teísmo. Esta expressão significa uma crença em Deus, todavia, ela não se torna exclusividade do cristianismo, no entanto, o cristianismo é um sistema teísta. Ele crê em um Deus.
Falando então dos argumentos chamados teístas, começaremos pelo argumento ontológico. Este argumento fora apresentado por Anselmo de Cantuária, onde esboçava que o homem tem a idéia de um ser absolutamente perfeito, que a existência é atributo da perfeição e que, portanto, um ser absolutamente perfeito tem de existir. Mas, é importante também salientar, que embora tenhamos a idéia subjetiva de Deus, isso não prova sua existência objetiva, pois Deus é alvo da mente humana, da humanidade em geral. Esse fato que anela pela existência e presença de Deus é forte devido ao próprio conteúdo do argumento, mas, só acreditaremos mesmo em Deus se tivermos fé. Para todo argumento bom, necessário se faz antes de tudo, de uma fé muita boa!
Um segundo argumento, seria o cosmológico. Este argumento demonstra que cada coisa existente no mundo tem de ter uma causa adequada; sendo assim, o universo também tem de ter uma causa adequada, isto é, uma causa indefinidamente grande.
Esse argumento quer salientar que existe uma causa que é a mola para tudo o que existe e aparece. Esta causa se chama in-causada. Isto é, que se torna o motivo para tudo, mas que existe sem motivo algum – é eterno.
Quando um ateu que negar, através de seus postulados, a existência de Deus, ele apriori também eleva a matéria, pois com este ato está dizendo que a matéria é auto-existente. E todos sabem que a matéria é a soma de muitas partículas, isto é, a soma de várias partículas auto-existentes.
Isso é improvável quando é aceita a idéia que não teve um criador, uma força inicial, uma causa sem causa. Estas e as demais coisas que conhecemos, apenas fazem sentido quando acreditamos na existência de Deus. Somente a algo, menos ao homem, está residido a força criadora de tudo e todos – objetos, pessoas, animais e a natureza.
Um terceiro argumento teísta, seria o teleológico. Ele afirma o seguinte: em toda parte o mundo revela inteligência, ordem, harmonia e propósito, e assim implica a existência de um ser inteligente e com propósito, apropriado para a produção de um mundo como este.
Este argumento revela um arquiteto, possui grande semelhança com a letra G da maçonaria, onde representa o grande arquiteto do universo. Em suma, a exposição deste postulado um arquiteto que modela o mundo e tudo nele inserido. Há uma mente por trás de tudo, por isso, teleologia significa: (1) “a doutrina dos fins ou o propósito racional”.
Um outro argumento e último sobre a existência de Deus, seria o antropológico. Dentro de sua nomenclatura, ele podia ser caracterizado como argumento filosófico e/ou moral, pois se trata, propriamente dito, do homem em sua busca de Deus e por Deus.
Este argumento salienta que o que há de ausência no homem podem ser encontradas em Deus. Deus é, portanto, a completude do projeto chamado ser humano. Esta união se completa e se ajusta perfeitamente.
O argumento antropológico seria como falamos, a junção dos dois argumentos citados: o cosmológico e o teleológico. Ele confirma de certa forma os dois argumentos, é uma indicação adicionada e assegurada, sugere os elementos do intelecto, sensibilidade e vontade na Primeira causa; e o aspecto moral da consciência no homem declara seu criador como atuante através da santidade, justiça, bondade e verdade.
Estes são os principais e mais citados argumentos a respeito da existência de Deus. Podemos encontrá-los em outros livros, essa e outras teses que corroboram para uma afirmação da existência de Deus, deste Ser Divino.
Analisaremos, portanto, daqui por diante os argumentos antiteístas – argumentos que negam a existência de Deus.
O primeiro que será aqui relatado, é o evolucionismo. O Dr. Leander Keyser escreve: “Em geral, a evolução é a teoria de que o cosmos desenvolve-se desde o material bruto e homogêneo até seu estado o presente heterogêneo e avançado por meio de forças residentes”. (2).
Existem dois tipos de evolucionismo: o teísta e o ateísta. O teísta afirma a existência de Deus dizendo que Ele é o criador das matérias originais. O ateísta rejeita Deus e sua pessoa, negando sua obra na criação, e afirma que a matéria é eterna ou que se auto desenvolve.
Vejamos que até o evolucionismo, que é posto como o contraponto do criacionismo, já pode ser visto com duas correntes, isto é, já pode ser visto dividido.
Um outro argumento antiteísta, seria o politeísmo. Ele afirma sua crença em vários deuses. Este argumento, por sua vez, é a negação de Deus, como sendo criador e sustentador do universo, a força, a causa, a mola que impulsiona todos, mas que por ninguém é impulsionado.
Um terceiro argumento seria o deísmo. Ele afirma que Deus é pessoal, infinito, criador, santo, mas que propositalmente Ele abandonou a sua criação quando teve o seu intento completo; afirma que a criação é auto-sustentável, mas que esse Deus proporcionaria as próprias forças residentes em si. Deus não é imanente na criação, mas é transcendente.
Essa teoria nega as escrituras sagradas como palavra de Deus, e que também Deus trabalha desde a fundação do mundo e a criação do ser humano. O deísmo seria, em suma, um Deus ausente, sentado e sempre inativo desde o primeiro sábado, que fica de lado de fora do universo, a fim de contemplar as coisas que vão acontecendo.
Por último como argumento antiteísta, podemos citar o positivismo, que foi a filosofia criada e elaborada por Augusto Comte. (1798-1857), que é baseada na suposição de que o conhecimento do homem é restrito aos fenômenos. A esse conhecimento o homem pode conhecer somente em partes. Por se expor dessa maneira, a filosofia nega a filosofia apresenta uma negação da metafísica, isto é, do(s) argumento(s) que afirma(m) a existência (ou não) de um Deus ou de deuses.
Palavras Finais.
Precisamos de mais tempo para abordar estes assuntos e/ou argumentos sobre a existência ou não de Deus. Estudos e temas como estes, filosóficos, geram muitas discussões. Portanto, se formos estudar esta temática, se torna importante nos decidirmos enquanto seres humanos. É necessário se posicionar para quando no contexto desses assuntos, termos informações para enriquecer, e não sairmos prejudicados e abalados.
Estudar a existência de Deus é antes e sobre tudo tirar (ou colocar) outro fundamento nossa existência. Definir esta problemática e antes estudar sobre nós mesmos, sobre nossa vida, sobre nossa razão de ser.
Em suma, faço das minhas palavras, as palavras do escritor e poeta Rubem Alves o contador de estórias – que desabafa “Deus existe? (...) Não sei, não sei. Mas, desejo ardentemente que assim seja, e me lanço inteiramente, porque é mais belo o risco ao lado da esperança que a certeza ao lado de um universo frio e sem sentido” (3).
Deus existe? Responda você mesmo, e seja feliz com a resposta!
Referências Bibliográficas
(1)Esta citação encontra-se no livro Teologia Sistemática do Lewis Chafer.
(2)Idem a 1.
(3)Esta citação pode ser encontrada no livro O que é Religião? do Rubem Alves, como já mencionei anteriormente.
Diego Nunes de Araujo
02/05/2009
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