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sábado, 23 de maio de 2009

ESPÍRITO SANTO - Deus, obra e divergências.

O Espírito Santo é a causa de muitas discussões. Durante a história da Igreja Cristã, os pensamentos acerca do Espírito eram diferentes mudando de época para época, de pensador para pensador.

O Espírito Santo é Deus; é a terceira pessoa da Trindade; usou Pedro no sermão de Pentecoste causando um alcance de mais ou menos 3000 conversões através do seu sermão descrito em Atos 2, em suma.

Para falarmos das controvérsias, começaremos por Ário. Defendia que o Espírito Santo era subordinado a Cristo e a Deus, isto é, não era divino em essência.
Os Testemunhas de Jeová afirmam em sua tradução da Bíblia no versículo 3 de Gênesis 1 que “a força ativa de Deus movia-se sobre...”.
Os Espíritas afirmam que o Espírito Santo seria uma espécie de muitos espíritos que se comunica com os mortais - nós homens.

Em uma reunião da Igreja, chamada de Concílio de Constantinopla, decidiu-se que Ário não poderia mais opinar na doutrina do Espírito Santo. Sua tese fora calada, e ele mais ainda.

Para decidirmos o que é a nossa doutrina do Espírito Santo precisamos partir de um pressuposto, de um fundamento de Fé – a Bíblia. A precisa ser estudada para nortear a nossa concepção e elaboração acerca deste fenômeno divino e sentido pelo homem.

O primeiro ponto que temos que fundamentar na Bíblia de forma contextualizada é se o Espírito Santo é Deus ou não. Na palavra vemos em Hb 9, 14; I Co 12, 10; Sl 139, 7-10; Lc 1, 35. Nestes textos temos a idéia os atributos divinos: eternidade, onisciência, onipresença, onipotência.
Atributos Divinos é competente apenas a alguém divino. Isso é óbvio. Logo, o Espírito Santo é Deus, pois só Deus possui esses atributos.
O Espírito Santo é Deus porque Jesus é relatado como o que pede a Deus o consolador para seus discípulos que tanto precisavam naquele momento de desamparo, pois Jesus iria ser pregado e morto. Em Jo 16, 14 aprendemos sobre isso.

Quando batizamos repetimos uma frase sempre: “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo...”. Essa unidade na fórmula do batismo representa uma idéia de uma mesma essência, porém com ministérios diferentes, isto é, uma tri-unidade.

O Espírito Santo é Deus. Sua função fora aos discípulos de consolar até que descesse, e então houvesse a inauguração da Igreja reunida para relembrar Jesus, o Cristo de Deus.

A obra do Espírito Santo – Criação e Salvação.

 A idéia da Tri-unidade é bem vista desde o início da literatura Bíblica. Em Gn 1, 26 encontramos: “façamos o homem a nossa imagem e semelhança”. Havia desde o início para o escritor uma unidade da divindade, isto é, Deus, Jesus e o Espírito Santo. É o mesmo ser, mas suas atuações são particulares nos textos Bíblicos.

 O Espírito Santo precisa gerar qualquer pessoa que queira ser salvo por Cristo. A conversa de Jesus e Nicodemos é: “quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus”. Isso é uma condição, e não uma opção. Devemos nascer para sermos novas criaturas, isto é, filhos de Deus.


A obra do Espírito Santo – Vida, Poder e Guia.

 No tocante às nossas vidas, é o Espírito que nos dá a vida, a condição de viver, pois acreditar na evolução das espécies pode até ser bom e logicamente científico, mas e o sentido de tudo isso onde fica. Explicar a existência é função da fé, e quando nós temos essa fé em Deus como sustentador, criador, provedor, nós então, encontramos sentido em nossas vidas.
 Poder não significa meu poder. Mas poder de Deus, da minha devoção a ele. Não é oferenda, barganha, comércio, ou coisa do tipo, mas antes e sobre tudo poder daquele que moveu os discípulos a espalharem a mensagem cristã pelo mundo. Poder que pode nos mover a vivermos e pregarmos o evangelho de Cristo. Em Rm 1, 16-17 nos podemos encontrar sobre esse poder de Deus.
 Guia não significa orixás. Mas, esse Guia que o Espírito Santo pode ser é aquele que nos move a sermos comprometidos com o Reino de Deus - o dele mesmo. Não com o “evangeliques”, todavia, com a mensagem estudada e genuína da palavra de Deus. Quem tem sido seu Guia? Sua mente? Seus amigos? A nova moda? Meu Guia deve ser a cada dia, mesmo sendo eu pecador, o Espírito Santo de Deus.

Mas, a pergunta filosófica que não quer calar: Como pode sendo eu pecador e limitado receber um ser Ilimitado e Santo?

Se o Espírito Santo é ilimitado é por isso que pode vir habitar em mim, sendo eu Cristão. Pois, se ele deixa de habitar, porque sou pecador e limitado logo, seu poder não é verdadeiro. Isto é, ele só habita, porque pode, só faz diferença porque pode, transforma porque pode. Não é a minha limitação a condição, mas sim o seu poder e sua não limitação, mas sua grandiosidade.

Para toda essa ilimitação habitar em nossas vidas precisa da nossa permissão, reconhecendo que somos pecadores, e que Jesus Cristo nos redimiu na Cruz do Calvário, uma cruz pobre, seca e sem poder. Não segurou aquela Cruz quem você pode segurar, basta que você tenha vontade, peça e viva. Ef 1, 13 nos assegura do Espírito Santo, o selador, que diz:
“Em quem também vós estais depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”.

“Laborar e correr me manda a Lei,
contudo, não me dá nem pés nem mãos. Mas o Evangelho traz
Melhores novas. Convida-me a voar, e asas me dá".


Diego Nunes de Araujo
26/04/2009

1 Comentário:

Leonardo Claudino disse...

Ola Diego primeiramente queria te parabenizar pela ótima mensagem que vc ministrou la na PIBE sobre "Quero mas não posso, posso mas não devo."

E a mensagem sobre o Espirito santo é muito boa , edificante deixa bem claro que o Espirito santo é Deus,Deus é triuno Pai,Filho e Espirito santo.
Texto realmente muito bom parabens.

Abraço


ass:Leonardo

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