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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A ESCOLA DE JESUS

- ESTUDOS DO SERMÃO DO MONTE -

Capítulo III – A Piedade dos Filhos do Reino. (Mt 6, 1-18).

As práticas religiosas judaicas, isto é, a devoção do povo judeu se realiza de três formas, e nesta escola de prioridade e importância: Esmolas, Oração e Jejum.

Dar esmolas, isto é, ajudar o próximo; orar a Deus, isto é, relacionamento com o senhor; jejuar, mais uma forma de relacionamento com Deus, são traços da piedade judaica de então. Todo judeu precisa no exercer da sua espiritualidade dar esmolas, orar e jejuar.

No texto em que lemos, o autor do mesmo traça na mesma ordem estas expressões de relacionamento com Deus e com o próximo. No entanto, as práticas religiosas estavam tendo um objetivo que não correspondia ao de Cristo, isto é, suas concepções de espiritualidade estavam antagônicas as que estavam sendo exercidas no contexto que o texto se refere. O intuito de Cristo desejava para seus discípulos e ouvintes eram: “embora os discípulos devam ser vistos praticando boas obras, eles não devem fazer boas obras com o objetivo de serem vistos”.

A espiritualidade exercida pelo fariseu deve ser evitada por todos os reais filhos do Reino de Deus, tais como: 1- Atrair a atenção para si quando levavam suas dádivas supostamente oferecidas a Deus. (v. 2).

Nossas ajudas que outrora, ou que estamos prestando a alguém não devem ser propagadas para o mundo inteiro ouvir. Se fizermos como os fariseus, líderes religiosos da época, a glória não será mais de Deus, o senhor de todos e tudo. Todas as nossas ações para quem quer que seja devem exaltar ao senhor Deus, todo poderoso. Não existe ajuda da nossa parte que não seja para o avanço do Reino de Deus.

Para contradizer as práticas dos fariseus, precisamos fazer nossas doações anônimas, sem alarde, sem proclamação, sem muito barulho; tudo deve ser para glória de Deus.

2 – Além de escolher lugares públicos para serem vistos, também possuíam a prática das vãs repetições como os pagãos. (v. 7).

As práticas de orações públicas para serem vistas são condenadas por Cristo no seu sermão do monte, que estamos estudando. Nossas orações devem agradar ao senhor, por isso, Jesus nos ensina nesta oportunidade.
A oração do Pai-Nosso, também conhecida como a Oração Dominical é dividida em duas partes. As primeiras três linhas da oração referem-se a Deus: o teu nome, o teu reino e tua vontade. A outra parte possui quatro linhas e refere-se aos homens no sentido comunitário.
Não há espaço para individualidade e egoísmos na oração apresentada por Jesus, o sentido no plural “nosso” se torna latente na vida dos que oram com sinceridade esta oração.

3 – Usar produtos da época para parecerem desnutridos e necessitados de atenção especial. (v. 16).


Os hipócritas não faziam na maioria deles jejum, no entanto, faziam com que aparecesse como estivessem fazendo a prática do jejum. Mentira não leva ninguém a nada; precisamos ser verdadeiros e honestos em qualquer situação. O senhor precisa ser glorificado em tudo o que fizermos sendo para o reino de Dele, ou não sendo. Digo, na prática do jejum, mentiam para muitos, menos para Aquele que esquadrinha os corações.

Enfim...

Nossas atitudes devem ser de reais filhos do Reino de Deus, não atitudes de vaidade, mas que glorifiquem a Deus. Não precisamos mostrar que somos filhos do Reino com ações públicas para que muitos vejam e nos reconheçam como tal, pois a recompensa que teremos mostrará quem é quem; isto é, quem é hipócrita e quem é realmente filho do Reino de Deus. E que para tanto e todas essas coisas, Deus queira nos abençoar!

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  ©DIEGO ARAUJO PSICANALISTA - Todos os direitos reservados.

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