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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE - ABSOLUTAMENTE CONTRA



Não consigo entender muitas vezes o que passa na cabeça dos adeptos da teologia da prosperidade. Melhor eu sei, mas tenho um pouco de dúvidas se é ignorância ou amor ao dinheiro, vontade de manipulação.

Em nenhum momento do Novo Testamento identificamos à orientação da troca de favores no tocante a compra de bênçãos. Não encontraremos o fato de podermos comprar com o nosso dízimo ou contribuição às bênçãos que desejamos sendo essas obviamente materiais.

Não se torna difícil percebemos nos púlpitos, nos corinhos, solos, enfim, a facilidade de se pregar uma concepção humana e não bíblica. Devemos estar atentos ao que se informa usando a Bíblia como justificação, pois estamos colocando nos textos bíblicos mensagem que ele nem de longe deseja passar.

O meu problema não se torna peculiar às interpretações que andam fazendo dos textos bíblicos, mas o fato de muitos colocarem suas interpretações como a VONTADE DE DEUS, e não apenas como uma INTERPRETAÇÃO que precisa ser avaliada e provada. A palavra de Deus mesmo afirma: “mas ponde tudo à prova. Retende o que é bom”. (I Ts 5, 21).

Dentre tantas as características que podemos perceber dos adeptos da teologia da prosperidade, a que mais espanta seria a facilidade de considerar Deus como Comerciante. O discurso é sempre o mesmo: “Dê e você receberá”; “Oferte na casa de Deus e você será mais que abençoado”; “Ofereça o que tem de melhor que Deus lhe oferecerá riquezas e mais riquezas”.

Estou enfadado de tudo isso, pois o povo não percebe que está sendo enganado e manipulado, até porque falta um pouco ou muita informação a respeito de Bíblia e do Reino de Deus. O projeto de Cristo foi sempre de perseguição, dificuldade, momentos de solidão, momentos de ausência de uma simples casa para reclinar a cabeça.

Mais uma vez o apóstolo escreve em I Co 15, 19: “Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima”. Nossa vida cristã não se limita à esteira dessa vida, pois somos sim cobertos de bênção materiais onde o Senhor tem nos abençoado com um trabalho para através do mesmo conseguir nosso mantimento, casa, carro, alegrias em família, diversão, tudo isso à medida de nossas condições financeiras.

Não encontro particularmente uma fundamentação bíblica para pregar e ensinar a respeito do dízimo e oferta como uma questão que me encherá de bênçãos na medida de que eu entregar, doar, ofertar e oferecer.

Outra característica dos adeptos da teologia da prosperidade é o Desrespeito ao público. Entendo que respeitar os meus ouvintes se torna necessário para uma boa relação até mesmo como membros da mesma filosofia de vida, isto é, o evangelho. Cristo nos fez irmãos, observando que deveríamos nos amar tornando-se também necessário o respeitar. O Evangelho João 15, 12 é enfático: “O meu mandamento é este: Que vos amei uns aos outros, assim como eu vos amei”.

A honestidade é necessária nos nossos púlpitos, a informação, o ensino, os meios instrumentais para se conhecer o texto no seu contexto histórico, pois isso é importantíssimo para a contribuição da formação cristã de cada crente.

No contato com o texto iremos aprender informações que darão aos leitores meios para crescerem enquanto cristãos e também oferecerão as condições de se interpretar os textos obedecendo à soberania de Deus e na mesma importância o contexto histórico do mesmo.

Meu protesto com todo amor e carinho é contra as informações que podemos ver logo a seguir. Prestem atenção como que a Bíblia e os ouvintes são facilmente manipulados pela “retórica” de um adepto da teologia da prosperidade.

Diego Nunes de Araujo
01/2010

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