TEOLOGIA DA ADORAÇÃO
Para começar...
Há muitas coisas sendo ditas sobre adoração. Congressos, louvorzão, campanhas, acampamentos, seminários, enfim, existem muitas coisas sendo difundidas a respeito desta temática. Entendo que para estudar sobre adoração, precisamos começar pelo começo, pelos conceitos, pelas idéias iniciais, por aquilo que já disseram a respeito do tema. É bom que estejamos abertos ao estudo do infindável assunto.
I - O que significa adoração?
A palavra inglesa que significa adoração expressa maravilhosamente o ato que descreve. O termo vem do anglo-saxão weorthscipe, que foi modificado para worthship, e finalmente para worship. Adorar significa “atribuir valor, mérito (worth)”. Adoração é uma reação ativa a Deus, pela qual declaramos sua dignidade. (p. 16, Teologia da Adoração - Ronald Allen e Gordon Borror).
E para você: o que significa adoração? Não sei o que você vai responder, mas muitos ainda associam a palavra citada em questão com sacerdotes, vestes clericais, incenso e velas, cerimônias, horários, lugar, e etc. Outras tantas pessoas associam adoração ao tradicional culto de adoração aos domingos às 10h. Adorar é ressaltar os atributos de Deus em tudo que faço, penso e planejo. Adoração é uma forma como se vive, uma maneira como agimos, um jeito de se viver, uma perspectiva de vida que visa glorificar ao Cristo de nossa fé. Adorar é viver para Deus independente das circunstâncias, dos lugares, das pessoas, e dos horários. Para citar um teólogo contemporâneo, o Pr. Ed René Kivitz da Igreja Batista de Água Branca/SP diz que adorar: “é viver além dos limites do culto-clero-domingo-templo.”
Está claro para nós que adoração é muito mais que os cultos de domingo, tanto pela manhã quanto a noite. Adoração é também isso. O domingo é dia que o Senhor fez igual ao outro, mas que desfruto da comunhão dos meus irmãos em Cristo; compartilho das lutas e dificuldades do dia a dia; alegro-me uns com os outros, canto ao Senhor com hinos e cânticos espirituais como Igreja de Cristo; relembro a morte de Cristo através da Ceia do Senhor; testemunho da fé de outros através do batismo; ouço a pregação da Palavra de Deus; estudo esta Palavra citada na Escola Bíblica Dominical; contribuo com os meus bens para o sustento da obra de Deus através de ofertas e contribuições mensais (dízimos), enfim, existem muitos motivos pelos quais participo das reuniões e celebrações da igreja que fazemos parte.
A nossa presença é uma parte importantíssima de um corpo complexo e diversificado, mas que funciona quando Cristo é o cabeça trazendo unidade nesta tamanha diversidade. Concluindo o capítulo, adoração é também participar das celebrações e cultos, mas não é somente isso. Adoração é quando existe culto na vida, pois se isso não acontecer, não existirá vida no culto. Adoração não é simplesmente mudar o que se faz, mas para quem se faz. Tudo o que fazemos e realizamos deve ser para Deus. Por isso é que o apóstolo Paulo disse: “Portanto, seja comendo, seja bebendo, seja fazendo qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (I Co 10, 31).
II – O que não significa adoração?
Devido à modernidade que coloca o homem no centro de tudo. O que vale é aquilo que homem acha que é válido. Chamamos isso de antropocentrismo que acaba fazendo do homem o grande juiz de tudo o que acontece. Dentro desta perspectiva, entramos em uma situação nada saudável, pois o homem é inacabado, imperfeito e insatisfeito. Por isso, o nosso objetivo deve ser a glória de Deus em tudo o que fazemos e pensamos.
Adoração não é uma vibração feita pelo piano que nos faz arrepiar, todavia, precisamos celebrar a Deus quando nos em nossa reunião todos os aparelhos musicais estão inteiramente disponíveis à verdadeira adoração do profundo do coração.
Adoração não é dizer amém nas orações, cantar os hinos porque todos cantam e ir para o culto empurrado, mas procurar sinceridade, autenticidade e coerência em tudo o que temos cantado, pensado e feito quando estamos reunidos em celebração comunitária (como igreja).
Adoração não é uma celebração sem foco, com mais frases de efeitos do que com elementos ou partes que se interligam sem perder o objetivo principal da celebração de louvor e adoração. Igreja sem direção não é igreja de Cristo, pois nosso mestre é o manual de adoração da mesma.
Adoração não é ouvirmos de maneira distraída o sermão, mas atentos a tudo quanto a palavra de Deus tem a nos exortar, ensinar, alertar e completar. A palavra de Deus é o foco da celebração comunitária, pois Nela está os feitos de Cristo, nosso Senhor.
Adoração não significa celebrarmos de qualquer jeito a ceia memorial do Senhor, mas com corações gratos a Deus lembrarmos as palavras de esperança que Cristo nos outorgou através dos encontros que teve antes de sua morte com os seus discípulos. Ceia significa foco em Cristo e na sua volta redentora.
III – Para terminar...
Devemos avaliar nossa vida e nos perguntar: “será que já entreguei minha vida por inteiro a Deus?”. Isso nos facilitará em nossa ADORAÇÃO ao Senhor nosso Deus. Podemos falar muitas coisas e cantar muito bem; declamar e escrever muitas músicas, no entanto, depois de algum agente entende que essas coisas são conseqüências de nos entregarmos completamente ao dispor de Deus e sua obra redentora ao mundo.
Que Deus nos ensine a cada dia entendermos a amplitude da adoração a Ele!
“A adoração consiste exatamente em
oferecer-se a Deus.” (Rick Warren).
Pr. Diego Nunes de Araujo
11/2010
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