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terça-feira, 10 de outubro de 2017

ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO (OU, SOBRE COMO TOMAR CONTA DA PRÓPRIA VIDA)

A nossa vida é composta do que é privado e do que é público. Mas quem decide o que se publiciza ou não a respeito da sua vida é você. Por isso mesmo que alguns artistas não conseguem ter uma relação agradável com "paparazis", isto é, pessoas que ganham dinheiro em registrar os detalhes particulares da vida de artistas.
O que as pessoas decidem publicizar, via de regra, são detalhes, conquistas e situações que não trazem constrangimentos. Há situações que preferimos amadurecer para depois publicar, e isso é um direito particular de cada um. Os critérios são particulares para tornar algo público, inerentes à cada indivíduo, não cabendo a ninguém, absolutamente a ninguém, uma intromissão.
Se, por algum acaso, alguém que lhe contar um "segredo de estado", sobre sua vida particular, honre esta pessoa, seja delicado e discreto, e não publique ou passe pra frente o que lhe foi confiado. Não pertence a você o arbítrio sobre o particular dos outros, feche a sua boca e seja educado...
O que guardamos como privado não deve ficar em "boca de Matilde", como sempre afirma a minha querida avó. Geralmente, o privado revela detalhes e situações constrangedores da própria vida, mas também, pode ser por pura escolha aleatória, sem nenhum motivo mais delicado. O que quero guardar é decisão minha e ponto final.
O privado de alguém é mais importante na sua mão do que a sua própria privacidade. O que eu faço com os detalhes da vida do outro pode vir a ser crime, além de revelar maldade intencional de caráter. Ninguém nasceu com o direito de tornar público o privado de alguém, a não ser que este privado coloque em risco à você e sua família.
Transitamos, portanto, entre essas duas esferas. Cuidado com aqueles "cordeirinhos" que querem saber da sua privacidade, no entanto, mantenha sempre por perto aqueles amigos que você sabe que pode confiar. Os amigos são amigos independente de saber os segredos ou não.
A melhor pessoa a confiar nossos segredos é aquela que nunca pergunta pelos nossos segredos. Segredos contamos porque queremos, e não para atender o interesse de alguém.
Que em nosso viver público, sejamos mais privados, e que em nossa privacidade, sejamos menos públicos!
Paz e bem,
Diego Nunes de Araujo 

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