AMOR
Na Bíblia Sagrada há três expressões para representar o amor, isto é: agape - o amor incondicional, perfeito, ideal, o amor divino; philia - o amor manifesto na amizade, vivido nos relacionamentos; e eros - o amor paixão, digamos erótico, experimentado, por exemplo, na relação sexual. Ou ainda podemos dizer que a nossa língua traduz para amor três palavras diferentes com distintos sentidos no grego (idioma em que o Novo Testamento fora escrito).
Em momentos diferentes cada tipo de amor aparece na Palavra de Deus de forma pontual e ilustrativa. A grande questão é que o amor nunca deixou de ser manifesto em verso e prosa, nas literaturas mais antigas, tão pouco na Bíblia. Para não deixarmos de lado a filosofia, foi Santo Agostinho que exclamou: "A medida do amor é amar sem medida".
O amor é enigmático, seja qual for o amor que estivermos falando - seja o agape, o philia, ou o eros -, cada qual tem seu traço especialíssimo, uma vez que nenhum ser humano conseguirá viver bem sem experimentar as alegrias e, também, tristezas de cada faceta desse amor. O amor é multiforme, sendo assim impossível totalizarmos as diversas formas dele se manifestar. Fazemos diversas coisas na vida, e ao que me parece ainda conseguimos dizer: "eu amo, como amo, quem eu amo".
Parece estranho isso, mas nós desfrutaremos muitas alegrias nesta vida quando, de fato, amarmos as pessoas que perto de nós estão, quando as amarmos do jeito que eles se apresentam a nós, quando estivermos dispostos a manifestar a tempo e fora de tempo a multiplicidade do amor. Ame sem medidas temporais, ame de forma intensa!
© Diego Araujo
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Texto originalmente publicado no Gotas de esperança: devocionais em tempos de crise, via WhatsApp
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