SOBRE AS [IN]CERTEZAS DO AMANHÃ
Quem sabe de todas as coisas? Quem conhece todas as situações antes delas acontecerem? Quem tem a possibilidade de adivinhar quais problemas ou até mesmo soluções que receberemos amanhã? Jesus talvez respondesse: "Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal" (Mateus 6: 34).
O ser humano é limitado. Não há possibilidade do ser humano conhecer as coisas por vindouras, pois sua condição é restritamente temporal. O homem por conta disso nasce com uma vontade de transcender, isto é, de ser acima do que é natural, de ter a facilidade no lidar com aquilo que é obscuro, com o futuro.
Realmente, lidar com o amanhã é algo muito difícil. Parece-me que o amanhã em muitas situações não chega. Criamos expectativas em torno daquilo que está por vir, ou seja, ficamos "pré-ocupados" por algo que tira nosso estado normal de tranquilidade.
Óbvio que pelo fato de não sabermos sobre o amanhã com detalhes, não impossibilita o planejamento, o preparo, a expectativa, a esperança e etc. O que o ser humano precisa é manter um equilíbrio entre o agora e o ainda não. Nossa natureza é limitada, mas não podemos ser paralisados pelo desejo de saber o que há de vir.
O amanhã não é nosso. É dele mesmo. O hoje é para ser vivido com expectativas flexíveis, pois não somos senhores do tempo, somos apenas servos do mesmo. O amanhã deixa para amanhã e o hoje pode esquecê-lo também, amanhã!
Termino dizendo o que o poeta popular através sua música declarou: "Hoje aqui, amanhã não se sabe. Vivo agora, antes que o dia acabe. Como as ondas com a maré, até onde não vai dar mais pé. Este instante tal qual é, vivo aqui seja o que Deus quiser!"
© Diego Araujo
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Texto originalmente publicado no Gotas de esperança: devocionais em tempos de crise, via WhatsApp
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