TEOLOGIA QUE NÃO CONVERSA, NÃO PRESTA!
A autoridade do discurso teológico advém de uma coerente conversa com o Cristo. Eis o centro da teologia cristã: o movimento do Cristo. Ao perceber Jesus, vemos alguém que senta pra conversar, os evangelhos nos dão conta disso!
Diferentemente disso, temos os grandes sistemas teológicos, que tentam, de uma forma ou outra, engaiolar Jesus em suas percepções, tornando seus adeptos pessoas autoritárias e que detestam conversar...
O clímax da revelação Bíblica não é João, o apóstolo; a nossa ética não pode estar assentada, sumariamente, no discurso Paulino; a nossa vida não depende de Lutero ou de Calvino. Tais homens descreveram a fé com suas teologias, mas o desfecho, a tese, precisa estar impregnada do espírito de Cristo, da vida de Jesus.
Os seguidores desses grandes sistemas ou pensadores, via de regra, estão também eivados de autoritarismos, estão tão certos de sua teologia que o espírito lhes escapa. A lógica do Cristo é subvertida; seu sentido, pleno e sua verdade, assombrosa.
Eu não sei você, mas a "minha" teologia ama gente, se constrói ao redor da mesa da comunidade, tem anseio por vidas significativas e não por verdade teológicas dogmáticas. Teologia que não conversa, não presta pra nada, só para ferir, a história prova isso.
O Jesus com quem me encontrei, mudou a minha história, não com verdades, mas com conversa. A teologia que sustenta a minha vida é cunhada pelos contornos do viver e pelos desencontros da caminhada.
Jesus conversava com autoridade por
que amava as pessoas e não a doutrina a passar para as pessoas; seu método, era o contato; sua abordagem, existencial; seu amor, sem limites!
Paz e bem,
Diego Nunes de Araujo
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