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domingo, 19 de julho de 2009

SETE VEZES: "EU SOU..."

O evangelista João descreve Jesus afirmando sete vezes: “Eu sou”. Para cada vez, Jesus se mostrava de maneiras diferentes.
Alguns pensavam que Cristo era apenas um simples carpinteiro (Mc 6, 3). Outros pensavam que era João Batista, Elias, ou alguns dos profetas. Nos nossos dias, muitos vêem Cristo como um homem bom que viveu uma vida exemplar, porém, poucos crêem que Ele é salvador, senhor, amigo, razão de fé, enfim.

Durante alguns capítulos e versículos, vemos Jesus afirmar sobre sua própria essência, sua própria missão, sua própria razão de vinda aqui na terra. Vejamos:

1. “Eu sou o Pão da Vida” (Jo 6, 35).

Jesus não era o pão físico que alimenta a nossa carne, nosso corpo, nossa natureza humana. Após nos alimentarmos, sentimos que estamos satisfeitos, mas logo vem a vontade de uma sobremesa, depois da sobremesa, muitos querem o “cafezinho”. Quando pensamos que acabamos com o ciclo, nos pegamos novamente com alguma necessidade física e natural.

Mas, Jesus - o Cristo é o pão que acaba de vez com a nossa necessidade. Uma vez que nos alimentamos, somos saciados de tal maneira que não mais iremos querer novamente este pão para atender-nos.
O Pão da Vida que dá sabor à vida, que sacia na vida, que é a vida eterna. O Pão da Vida que dá vida para a vida.

2. “Eu sou a Luz do Mundo” (Jo 8, 12).

Não é uma Luz que se apaga no interruptor, mas uma Luz que irradia o mundo, pois prega o bem a todos, prega o amor aos inimigos, prega a paz aos desconhecidos e marginalizados. Uma luz que não é política, uma luz não condicionada ao dinheiro, uma luz não comprometida com o poder e com a mídia, mas uma Luz que se preocupa em iluminar aonde há trevas, pecados, vícios, mentiras hediondas e odiosas, adultério, fornicação, planos maquiavélicos para destruir a outrem, enfim, uma Luz que planta amor nos relacionamentos.

3. “Eu sou a Porta” (Jo 10, 7-9).

Uma porta que encontraremos alimentos saudáveis para a edificação de nossas vidas, para a construção de uma cristã mais solidificada nos princípios bíblicos coerentes, e menos nos dogmas humanos inventados.

Uma porta que após termos entrado perceberemos que o caminho é estreito, apertado, mas é o caminho que Cristo proporciona aos seus discípulos e interessados em geral. Há muitas portas sendo oferecidas atualmente como cristãs, todavia, portas que oferecem uma vida muito rica, sem problemas, uma vida que é só determinar para que as coisas aconteçam, uma vida que é só dizimar que tudo melhorará. Teologia barata, do engodo, da mentira, da frustração.

4. “Eu sou o Bom Pastor” (Jo 10, 11-14).

Não um simples pastor, não um pastor preocupado apenas com a lã de sua ovelha, mas um pastor bom, excelente, cuidadoso, preocupado, atento, um pastor que cuida, que conhecem as suas ovelhas.

Este texto de João que lemos, revela Jesus como Bom Pastor, onde se confronta com os pastores de Israel descritos em Ez 34, que só queriam as partes que davam lucro de suas ovelhas, apenas queriam o que as ovelhas poderiam dar de lucro.

5. “Eu sou a Ressurreição e a Vida” (Jo 11, 25).

Não só dentro do contexto onde Jesus ressuscita Lázaro, mas em todo o contexto da fé cristã. Jesus é ressurreição e a vida, pois acreditamos num reino glorioso no céu, onde não haverá mais tristeza, roubo, traição, mentiras, tiros, bombas, crises, enfim, o Mestre é a vida quando há morte.

Sendo a maior prova da ressurreição, possui então autoridade para exercer vida quando não há; exercer ressurreição quando não há possibilidades humanas de mudança de quadro, de situação. Como prova de ressurreição, Cristo oferece ressurreição e vida mesmo quando a morte chegar. Isso é o que cremos!

6. “Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida” (Jo 14, 6).

Para chegarmos num destino, seja ele qual for precisamos usar a estrada (CAMINHO) correta (VERDADE), pois senão, não chegaremos ao lugar desejado (VIDA). Para se alcançar a salvação eterna de nossas vidas, precisamos de um caminho verdadeiro que nos leva a vida. Esse é Jesus Cristo.

7. “Eu sou a Videira Verdadeira” (Jo 15, 1-5).

Não cresceremos em outra árvore que não seja a videira verdadeira. Poderemos até conseguir muito dinheiro, carros, sucesso, fama, reconhecimento, privilégios, honras, várias e várias promoções, enfim, podemos crescer e crescer, mas o crescimento que o Senhor Jesus quer oferecer como videira é o crescimento espiritual.

Esta videira verdadeira nos limpa da impureza e nos faz crescer e ser volumosos, atraentes, agradáveis, influentes, dedicados, amados, firmes, e não sermos meninos inconstantes, adultos arrogantes e jovens inconseqüentes. Nesta videira podemos ir longe!

DIEGO NUNES DE ARAUJO
07/2009

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